Um caso que inicialmente mobilizou a polícia como um sequestro, em Cascavel, teve uma reviravolta e terminou com um empresário e seu funcionário autuados por porte de arma de fogo e exercício arbitrário das próprias razões, crime que ocorre quando alguém tenta fazer justiça com as próprias mãos.
A confusão começou por causa de um desacordo comercial envolvendo a construção de casas de madeira.
O empresário cobrava uma dívida de aproximadamente R$ 50 mil do construtor civil, que havia prestado serviços a ele por um longo período, sendo que o veículo da vítima também fazia parte do litígio.
Segundo o delegado responsável pela investigação, a discussão inicial foi acalorada e para tentar resolver o impasse e conferir a dívida, o grupo decidiu ir até a casa do construtor, em Marechal Rondon.
No trajeto, eles deixaram a esposa da vítima em casa, pegaram os documentos e depois retornaram a Cascavel.
Em depoimento à Polícia Civil, o próprio construtor negou ter sido sequestrado, agredido ou ameaçado.
Ele confirmou que a arma apreendida com o empresário não foi apontada para ele em nenhum momento e que a viagem ocorreu de forma consensual para que pudessem debater os valores.
Com os depoimentos, a hipótese de sequestro foi descartada pelas autoridades.
No entanto, os dois suspeitos vão responder criminalmente pela forma como conduziram a cobrança e pelo porte da arma de fogo.
A identidade do profissional de Marechal Rondon não foi divulgada.
Rádio Educadora/CATVE