A Espanha é a grande campeã da Copa do Mundo de 2026.
Em uma final marcada pelo equilíbrio, pela intensidade defensiva e por grandes atuações dos goleiros, a seleção espanhola derrotou a Argentina por 1 a 0 na prorrogação, neste domingo (19), no MetLife Stadium, em East Rutherford, nos Estados Unidos, e conquistou o segundo título mundial de sua história.
O único gol da decisão foi marcado por Ferran Torres, aos 16 minutos do segundo tempo da prorrogação (106 minutos de jogo). O atacante aproveitou uma jogada construída por Pedro Porro e Nico Williams para vencer Emiliano Martínez, que até então era o grande destaque da equipe argentina com uma sequência de defesas importantes.
Durante os 90 minutos regulamentares, a Espanha controlou a posse de bola e criou as principais oportunidades, enquanto a Argentina encontrou muitas dificuldades para ameaçar o gol defendido por Unai Simón. Pela primeira vez em uma partida de Copa do Mundo, os argentinos terminaram o primeiro tempo sem conseguir finalizar uma única vez.
A situação da Argentina ficou ainda mais complicada logo no início da prorrogação, quando Enzo Fernández recebeu o segundo cartão amarelo e foi expulso, deixando a equipe de Lionel Scaloni com um jogador a menos. Mesmo em desvantagem numérica, os atuais campeões resistiram até sofrer o gol decisivo de Ferran Torres.
A campanha espanhola coroou um torneio praticamente impecável.
A equipe comandada por Luis de la Fuente eliminou Portugal nas oitavas de final, Bélgica nas quartas e França na semifinal antes de superar a Argentina na decisão. Ao longo do Mundial, destacou-se pela consistência defensiva, organização tática e pela qualidade coletiva, encerrando uma sequência invicta que já se estendia antes mesmo do início da competição.
Para a Argentina, a derrota encerra a tentativa de defender o título conquistado em 2022.
A equipe chegou à final após eliminar Egito, Suíça e Inglaterra, mas encontrou pela frente uma seleção espanhola superior durante a maior parte da decisão.
Lionel Messi, em sua segunda final consecutiva de Copa do Mundo, teve atuação discreta e pouco conseguiu produzir diante da forte marcação adversária.
Com a vitória, a Espanha conquista sua segunda estrela na camisa, repetindo o feito alcançado na África do Sul, em 2010, e confirma uma nova geração vencedora liderada por nomes como Lamine.
Clauston Santos / Rádio Educadora