Dois veículos completamente incendiados foram encontrados nesta quarta-feira (17), em uma área próxima ao Lago Itaipu, em Hernandarias, no departamento de Alto Paraná, no Paraguai.
Segundo informações, os automóveis podem ter sido utilizados pelo grupo criminoso responsável pelo mega-assalto a três bancos e uma casa de câmbio ocorrido na madrugada de terça-feira (16).
O crime ocorreu em Santa Rita, município paraguaio localizado a cerca de 70 quilômetros de Foz do Iguaçu, na região de fronteira com o Brasil.
Segundo a Polícia Nacional do Paraguai, mais de 20 criminosos estiveram envolvidos na ação.
Os automóveis foram localizados na Colônia Tacurú Pucú, a aproximadamente 31 quilômetros de Cidade do Leste.
Equipes de investigação analisam os restos dos veículos em busca de pistas que possam ajudar a identificar os envolvidos no ataque.
Até o momento, duas pessoas foram presas suspeitas de ligação com a venda dos explosivos utilizados pelos criminosos.
Os detidos negaram participação ou conhecimento sobre o plano executado contra as instituições financeiras.
As investigações também avançaram na identificação de possíveis integrantes da quadrilha.
De acordo com informações, um policial que já havia sido identificado em outro assalto ocorrido em Paso Yobái foi apontado como um dos líderes do mega-assalto.
Outro suspeito seria um homem investigado anteriormente por envolvimento em sequestros.
Nesta quarta-feira, a promotora Rocío González esteve em uma pedreira localizada em Emboscada, de onde os explosivos teriam sido adquiridos originalmente.
Parte dos explosivos instalados em algumas das instituições financeiras não chegou a detonar, o que permitiu aos investigadores rastrear a origem do material e avançar na apuração do caso.
Durante a inspeção, foram recolhidos equipamentos de gravação de imagens e documentos que podem auxiliar na investigação.
A promotora informou que não foram encontrados vestígios de explosivos no local; no entanto, as autoridades pretendem analisar imagens de câmeras de segurança e registros administrativos para verificar o destino do material.
As autoridades paraguaias ainda não divulgaram o valor levado pelos criminosos.
Rádio Educadora com inf. Catve