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Quadrilha usa aplicativo de encontro gay e faz três vítimas em uma semana no Paraguai

Uma sequência de roubos com o mesmo modo de agir tem chamado a atenção das autoridades paraguaias em Ciudad del Este.
Nos últimos dias, pelo menos três casos com características praticamente idênticas foram registrados, todos envolvendo vítimas atraídas por perfis falsos em um aplicativo de relacionamentos gay.
O caso mais recente aconteceu quando um brasileiro de 36 anos, morador de São Bento, na Paraíba, foi vítima da quadrilha após combinar um encontro pelo aplicativo.
Segundo a denúncia apresentada à Polícia Nacional, ele conversava havia alguns dias com um homem que se identificava como “Wilson”.
Ao chegar ao local combinado, no microcentro de Ciudad del Este, foi buscado por um motociclista e levado até a parte baixa do bairro San Rafael.
No local, entre oito e dez homens armados e encapuzados renderam a vítima e a mantiveram em cárcere privado por cerca de três horas.
Nesse período os criminosos tomaram seu iPhone 15 Pro Max e o obrigavam a realizar transferências bancárias que somaram aproximadamente R$ 20 mil.
O episódio é o terceiro com o mesmo perfil registrado em pouco mais de uma semana.
As investigações apontam que a organização criminosa cria perfis falsos com fotografias atrativas e mantém conversas durante vários dias para conquistar a confiança das vítimas.
Após os crimes, os suspeitos fogem por passagens estreitas que dão acesso à margem do rio, dificultando a perseguição policial.
Diante da repetição dos casos, as autoridades reforçam o alerta para que turistas evitem encontros marcados com pessoas desconhecidas.
Diante da repetição dos casos, as autoridades reforçam o alerta para que turistas evitem encontros marcados com pessoas desconhecidas em locais isolados.
O Grindr informou que coopera com as investigações quando solicitado pelas autoridades e recomenda que os usuários confirmem a identidade dos contatos por videochamada, realizem os primeiros encontros apenas em locais públicos, compartilhem a localização com pessoas de confiança e denunciem qualquer atividade suspeita à plataforma e à polícia.

Rádio Educadora/CGN

Por | Postado em: 07/07/2026 - 16:26
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