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Inteligência Artificial no campo tem projeto aprovado na CCJ da Assembleia do Paraná

O Projeto de Lei nº 61/2026, que cria diretrizes para a inovação logística no agronegócio por meio da Inteligência Artificial, avançou na Comissão de Constituição e Justiça da Assembleia Legislativa do Paraná.

A proposta é assinada pelo presidente da Assembleia, deputado Alexandre Curi, pelo primeiro-secretário Gugu Bueno e pela segunda-secretária Maria Victoria.

Para Gugu Bueno, a Inteligência Artificial já deixou de ser uma realidade distante e começa a fazer parte da rotina do campo.

“O Paraná é uma potência agrícola e não pode ficar para trás na inovação.

A Inteligência Artificial já está chegando ao campo em máquinas, aplicativos, sensores, robôs e sistemas de análise de dados.

O nosso desafio é garantir que essa tecnologia chegue com segurança e responsabilidade”, afirmou.

O texto permite que o Estado implemente ações por meio de convênios, termos de cooperação e parcerias para ampliar o uso da tecnologia na cadeia logística do agronegócio.

A proposta também prioriza pequenos e médios produtores rurais, sem impedir a aplicação das ferramentas aos grandes produtores, para evitar que o acesso à inovação fique restrito às propriedades com maior capacidade de investimento.

Quando falamos de IA no agro, estamos falando de reduzir perdas, melhorar o planejamento, organizar a logística e dar mais eficiência para uma cadeia que é fundamental para a economia do Paraná”, destacou Gugu Bueno.

 

O tema tem impacto direto no Estado, que tem o agro como uma das bases da economia. Em 2025, o Valor Bruto da Produção Agropecuária do Paraná chegou a R$ 212,6 bilhões, com crescimento nominal de 13% em relação ao ano anterior. No Oeste, Toledo segue com o maior VBP do Estado, com mais de R$ 5 bilhões, puxado principalmente pela produção de suínos. Cascavel aparece em segundo lugar, com pouco mais de R$ 4 bilhões, com destaque para soja, frango e suínos.

Com esse volume de produção, logística, armazenamento, transporte e uso de dados se tornam cada vez mais estratégicos. O projeto prevê ainda a participação direta dos produtores na construção da política pública, por meio de consultas públicas, audiências regionais, canais permanentes de comunicação, plataformas digitais e comitês locais de inovação logística.

Com a aprovação na CCJ, o projeto segue a tramitação na Assembleia Legislativa para posterior votação em plenário.

 

(Rádio Educadora)

Por | Postado em: 08/07/2026 - 08:15
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