Dez unidades prisionais do Paraná foram vistoriadas durante a 10ª fase da Operação Mute, realizada de 16 a 20/02 em todo o território nacional.
A ação foi coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio da Secretaria Nacional de Políticas Penais, em conjunto com a Polícia Federal e as polícias penais dos estados e do Distrito Federal.
A operação tem como principal objetivo combater comunicações ilícitas utilizadas por organizações criminosas a partir do sistema prisional, contribuindo para a desarticulação de atividades criminosas que impactam diretamente a segurança pública fora das unidades penais.
No Paraná, foram vistoriadas as penitenciárias estaduais de Foz do Iguaçu, Francisco Beltrão, Cruzeiro do Oeste, de Ponta Grossa II, de Guarapuava, a Casa de Custódia de Maringá, a Colônia Penal Agroindustrial, além das Cadeias Públicas de Toledo, Ibiporã e Bandeirantes.
Para a diretora-geral da Polícia Penal do Paraná, Ananda Chalegre, a participação do Estado na operação reitera o enfrentamento qualificado ao crime organizado. “Mais uma vez, a Polícia Penal do Paraná integra uma operação de grande relevância no cenário nacional.
A Inteligência da PPPR atua no planejamento operacional, integração entre as forças e ações coordenadas nas unidades penais, sempre priorizando a segurança dos servidores e das pessoas privadas de liberdade, além de ampliar a efetividade no combate às organizações criminosas”, destacou.
Durante as ações no estado, foram mobilizados 177 policiais penais do Paraná, 116 monitores de ressocialização prisional (MRP) e um policial penal federal, totalizando 294 profissionais. As equipes realizaram a movimentação de 1.676 pessoas privadas de liberdade para efetuarem revistas detalhadas em 212 alojamentos, somando todas as unidades vistoriadas.
Estas ações objetivaram localizar e apreender eventuais materiais ilícitos que ingressaram de forma irregular nas unidades e são utilizados como instrumentos para a articulação e disseminação de crimes, inclusive com atuação externa.
Realizada desde 2023, a Operação Mute consolidou-se como uma estratégia nacional de enfrentamento ao crime organizado no sistema prisional.
A iniciativa contribui para ampliar a segurança dentro e fora das unidades, ao interromper comunicações ilegais e dificultar a atuação coordenada de grupos criminosos.
Além de apreensões, a operação fortalece a presença do Estado nas unidades penais e promove a padronização de rotinas e procedimentos de revista, ampliando o controle e a fiscalização.
As ações envolvem planejamento operacional, uso de tecnologia, atividades de inteligência e atuação integrada das forças de segurança, sempre em conformidade com os princípios da legalidade, proporcionalidade e segurança da informação.
Rádio Educadora/SSP-PR