O mercado ilegal de medicamentos e canetas emagrecedoras na fronteira entre Brasil e Paraguai vive uma expansão sem precedentes.
Segundo o Instituto de Desenvolvimento Econômico e Social de Fronteiras, a estimativa é que o crime organizado movimente mais de R$ 2 bilhões apenas em 2026 com esses produtos.
O estado do Paraná, devido à sua extensa faixa de fronteira e pontos de conexão internacional, consolida-se como a principal porta de entrada.
Dados da Receita Federal em Foz do Iguaçu reforçam o alerta: entre janeiro e maio deste ano, foram apreendidas 64 mil unidades de emagrecedores, um salto de 700% em comparação a todo o volume interceptado em 2025.
O lucro exorbitante, que chega a 415% de margem, atrai quadrilhas que aproveitam a logística já estabelecida para outros ilícitos, como o cigarros e eletrônicos, para escoar produtos proibidos pela Anvisa.
Rádio Educadora/G1