Ontem, o Gaeco e a Polícia Militar deflagraram a operação em Iporã, Noroeste do Estado, atingindo uma estrutura suspeita de utilizar a região como corredor estratégico para a movimentação de toneladas de entorpecentes.
A operação foi coordenada pelo Núcleo Regional do Gaeco de Umuarama e pela Promotoria de Justiça de Iporã, em ação integrada com a Agência Local de Inteligência do 25º Batalhão da Polícia Militar.
Ao todo, foram cumpridos sete mandados de prisão temporária, oito de busca e apreensão e sete medidas de busca pessoal.
As determinações, expedidas pela Vara Criminal de Iporã, tiveram como alvos sete investigados com endereços no município.
As buscas ocorreram em residências e em um estabelecimento comercial.
As investigações apontam que caminhões seriam utilizados para esconder drogas em meio a cargas lícitas, numa tentativa de dificultar a fiscalização e permitir a circulação clandestina dos carregamentos.
Em dois episódios investigados foram apreendidas em agosto e outubro 3.339 quilos de maconha.
Foram identificados ainda registros envolvendo armas de fogo e acessórios de uso restrito, além de conversas sobre a possível aquisição de munições destinadas a fuzis.
Durante as diligências desta sexta-feira, os agentes apreenderam aparelhos eletrônicos, documentos e anotações.
Todo o material será analisado e poderá revelar novos vínculos, identificar outros envolvidos e ampliar o alcance das investigações.
O nome MA’AVAR, expressão de origem hebraica que significa passagem, travessia ou transição, traduz a principal hipótese investigada: a utilização estratégica da região de Iporã como ponto de passagem e entreposto logístico para o tráfico de drogas.
A ofensiva representa mais uma etapa no enfrentamento às organizações criminosas que, segundo as suspeitas investigadas, exploram rotas do Noroeste paranaense para movimentar carregamentos ilegais.
As investigações prosseguem para esclarecer a extensão da estrutura, a participação individual dos suspeitos e eventuais conexões com outros integrantes da organização criminosa. As responsabilidades ainda dependem da conclusão das apurações e da análise judicial.
Rádio Educadora/Umuarama News